12 de outubro de 2012

Prefácio do ante prefácio

Eu posso estender uma toalha xadrez na grama, sob um céu estrelado que nos desenhe, que nos cubra, que nos escreva nesse mesmo céu para que sejamos sagrados, eternos...
Sorrindo grande, você levantaria e me convidaria para uma dança sob(re) aquela galáxia. Me aninharia entre suas mãos e me beijaria devagar, como se cada beijo fosse uma estrela de uma galáxia nossa.
Te amar no estreito - ou de abismo- e no espaço de anos infinitos. De músicas, sorrisos, abraços, beijo, pele e poesia. Em eco, em êxtase e/ou outros idiomas.
Não de sonho, mas de verdade, te digo que coleciono entre gavetas todas as coisas bonitas que eu quero te mostrar - nada poupado nem minguado.
À noite, te escreveria na pele meus beijos e meu amor. Delinearia o seu oculto com a minha profundidade - de âmago largo . Pontilharia tuas costas largas e esqueceria minha boca ao pé da tua, para que elas falassem sem que percebamos. Eu sei que lá fora o sol nasceria pra que mais um dia a gente pudesse nos escrever. De versos e peito dolorido de tanta ânsia de amar. E então, de dia, dançaríamos Ao Toque Dela.
Eu sei que se nos olharmos, ainda que parados, algumas notas balancem no ar. E mais: sei que se nos tocarmos, algumas faíscas possam ser suficientes para queimar.
Eu perco o fôlego só de pensar. Talvez você possa perder o medo de tentar.


A gente tem cheiro de Marcelo Camelo, Cícero, Los Hermanos e toda essa gente que espalha amor. Somos amor? Quase não nos falamos e nunca nos vimos, mas, somos amor? Eu posso converter tudo para que se transforme em sim - ou nós.

5 comentários:

Nara Sales disse...

Linda a urgência do amor. Tão bonito o texto, Denise.
Bjs

Bruna Bianconi disse...

Emocionante e eu me encontrei de vez nesse final:

Eu perco o fôlego só de pensar. Talvez você possa perder o medo de tentar.

Só uma pena que a pessoa não perdeu o medo e não tentou :~

Bj

Thaís. disse...

Eu me deixei tentar. Às vezes é bom fazer isso.
Lindo texto, moça.

O Profeta disse...

Se o mar adormecer em desvario
As ondas não mais se formarem
Se as gaivotas se perderem do ninho
As árvores mais altas tombarem

Se o dia não encontrar a manhã
As nuvens deixarem de chorar água pura
Se as pedras da ilha roubarem a cor ao verde
As tuas palavras deixarem de ser raiva dura


Boa semana


Doce beijo

Bia disse...

Não era uma toalha xadrez, e sim, a sua camisa xadrez, e, não foi sobre uma grama, foi sobre um rochedo. Mas o amor era o mesmo. É o mesmo. E eu o vi em cada letra.