22 de julho de 2012

Absorta


No escuro e na memória, traço seu corpo.
Invento novas palavras.
Apago umas.
Escrevo outras.
Recito um poema.
Um soneto.
E uma rima.

Leia Vinicius em meus olhos
"... mas que seja infinito enquanto dure."
Sinta o gosto do meu amor na ponta da minha língua
E em cada poro do meu corpo.

Peça minha mão outra vez
E depressa me puxe rente a teu corpo quente.
E nos desenhem em círculos pela casa enquanto Dylan sussurra.

Eu quero amanhecer dançando todas as músicas que escolhi como nossas
Enquanto, em intervalos, beija minha nuca sem pressa
Fazendo minha pele arrepiar
Meu coração desmanchar
E minha cabeça arrebatar-se.

Debruce-me sobre teu corpo, como filme.
Enfraqueça minhas pernas e sanidade com um olhar.
E escureça minha visão com um beijo venenoso.

Me deixe sem sentido
E sem palavras
Te amando no inconsciente
E no indecifrável.

Deixe-me ser a Carmelita que você sempre quis e nunca fui
Por medo.
Deixe-me dizer que fomos amor dos dois lados e de todo jeito
Sem implicâncias
Suposições
Ou precipitações.

4 comentários:

Nati disse...

Quero mudar o repertório, para um que não lembre você. Beijo

Marie Motta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
T. disse...

''Eu quero amanhecer dançando todas as músicas que escolhi como nossas
Enquanto, em intervalos, beija minha nuca sem pressa
Fazendo minha pele arrepiar
Meu coração desmanchar
E minha cabeça arrebatar-se.''

Que coisa mais linda, Denise.
Um beijo, @pequenatiss.

Renata Maria disse...

Maravilhoso, Denise!!