22 de julho de 2012

Outro antes do fim

Hoje é domingo, veja que ironia.
Te mato com promessas curtas
E em seguida te vivo pelo resto do dia.

Encaro os fatos.
Com licença, mas outra vez vou falar de você.
Se não foi meu de um jeito, vai ser de outro.
Mesmo que só nessas linhas e/ou na impossibilidade

Sentimentos ignorados. Talvez.
Uma paixão descabida, infantil, insana, verdadeira, forte. Com certeza.
Algumas rimas e poemas no play. E no corpo.
Em mim cantam e rabiscam até hoje.
O corpo e a alma.

Observo a marca de batom vermelho na xícara de café.
Você provavelmente faria poesia com isso.
Ou está nos braços dela enquanto ouço músicas ordinárias.
E arrisco outro palpite: você nunca deixou de ser dela todo esse tempo.

Não quero saber de você.
Nem antes, nem durante, nem agora, nem depois.
Melhor assim. Será?
Você borrando meus dias e desmanchando meu sorriso de longe.

Um dia, quem sabe, a gente se encontra.
Um coração para.
Os olhares se cruzam.
O outro faz como sempre:
indiferença.

Despedem-se apenas com um olhar distante e silencioso
e vão.
Como coisa que não amanheceu com um novo ano, pra um.
Como um amor tão vivo e eterno, pra outro.

Mas como acontecimento natural, vai sarar.
Como saldo total, algumas cicatrizes expostas e fundas.
Vitalícias.

Junto poesia nas entranhas, veias e articulações.
As palavras me/se confundem.
Mas agora não, tá quase, falta pouco, mas ainda não.
Você (me) insiste.
Lateja.
Treme.
Asfixia.
Enlouquece.
Para.
Volta.



Insira aqui todas as músicas, todos os textos, todas as frases e coisas que insistem em parecer com você e rabisco por aí.





2 comentários:

Nati disse...

Não te quero nem domingo e nem nunca mais. Beijo

Marie Motta disse...

Pensamos que precisamos esquecer e lembramos. Continuamos nos mesmos lugares e encontramos, ouvimos as mesmas músicas...e tudo atormenta.
E por mais que não falemos um com outro, o olho no olho não nega o embaraço.

Adorei muito esse texto.Acabei de seguir teu blog, porque é dessas coisas que eu gosto de ler.

Beijos e parabéns.